Talvez pouca gente saiba, mas tramitam no Congresso brasileiro ao menos quatro projetos de lei que atingem diretamente os professores do país. Neles, estão propostas algumas soluções e punições para melhorar a situação da violência nas escolas e, principalmente, contra educadores.
A notícia é boa para todos, mas ainda falta um bom caminho para serem aprovados. O senador Paulo Paim (PT/RS) elaborou dois projetos sobre o assunto, os PLS 178/09 e 191/09. O primeiro propõe melhorar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, alterando artigos da lei para “fortalecer a cultura da paz nas escolas e nas comunidades adjacentes”, como a própria proposta já diz.
O segundo projeto é mais específico, tratando exclusivamente da violência contra educadores. Ele garante proteção policial aos professores agredidos, quando necessário, e punições judiciais ao agressor. Para adolescentes, valem as regras do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Já na proposta da senadora Marisa Serrano (PMDB/MS), o foco é na escola. O PLS 251/09 cria o Sistema Nacional de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas (SAVE), que ajudará, por exemplo, no mapeamento de ocorrências, divulgação de soluções, promoção de programas educacionais, entre outros.
Entre as muitas aparentes vantagens do programa, há a criação de um número de telefone pra denúncias de violência escolar. Essa novidade lembra muito o projeto “SOS Professor” - que inspirou o nome do projeto deste blog – presente em Portugal, França e alguns outros países, que consiste em denunciar agressões sofridas pelos educadores.
“Os professores serão os maiores beneficiados. Vão saber por que a violência está acontecendo. Se sofrem violência por alunos de famílias desestruturadas, usuários de drogas, entre outros. Assim, podemos determinar melhor que tipo de tratamento ou atendimento aquela região precisa”, disse a senadora ao projeto “SOS Professor”.
O PL de Marisa Serrano já passou por todas as comissões do Senado a que foi designado e agora espera para ser votado em plenário.
Não é só pelo Senado que o tema vem sendo abordado. O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB – DF) criou um projeto de lei parecido com o de Marisa Serrano e com o de Paulo Paim. Nele, está previsto a criação do Programa Nacional de Prevenção à Violência contra Educadores (PNAVE).
Trata-se do PL 6269/09, que é um pouco mais rígido em relação à punição dos agressores. Ele propõe que, no caso de agressão moral ao educador, a pena seja de detenção de três a nove meses, ou multa. No caso de agressão física, seriam de 12 meses a quatro anos de detenção. E, quando quem causar a violência for menor de idade, aplica-se o ECA.
O projeto está parado na Comissão de Educação e Cultura desde novembro de 2009. Ainda deverá passar pela de Finanças e Tributação e pela de Constituição, Justiça e Cidadania antes de ser votado em plenário.
Até a próxima!
quarta-feira, 14 de julho de 2010
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