Para os 132 professores da rede púlica da cidade de São Paulo que responderam o questionário anônimo de pesquisa do projeto SOS professor, o baixo salário não é o maior problema que eles enfrentam no trabalho.
O dado surpreende, porque sempre tivemos a impressão de que tudo que os professores precisam é de mais dinheiro. É o que vemos como pleito de todas as greves de sindicatos e associações: ajustes salariais, aposentadoria mais justa, direito à licença isso, direito à licença aquilo... Tudo muito justo e necessário. Afinal, ensinar as novas gerações e dar condições para que cada vez mais gente possa prosperar no futuro é uma tarefa que não tem recebido o reconhecimento suficiente no Brasil.
Mas, por mais irônico que isso pareça, dinheiro não é o maior problema do professor paulistano.
Nossa pesquisa foi feita em escolas de todas as cinco macrorregiões de São Paulo, para que fosse bastante representativa. Uma das questões, que era aberta, pedia para os professores enumerarem, em ordem de importância, as três principais dificuldades que enfrentam em seu trabalho.
Os principais problemas apontados foram indisciplina, desinteresse e falta de incentivo da família. A indisciplina foi indicado como maior dificuldade por cerca de 23,48% dos entrevistasdos, e o desinteresse por 21,21%. No geral, as complicações existentes no mundo de dentro dos muros da escola, e não da conta bancária, foram os mais lembrados.
Na verdade, só uma pessoa colocou o salário em primeiro lugar na questão.
Isso mostra o quanto é necessário repensar de que forma o professor tem sido defendido em nossa sociedade. Será que as associações e sindicatos não estão fazendo barulho demais pela reinvindicação errada?
Para ler a íntegra da pesquisa, clique aqui.
domingo, 11 de julho de 2010
Salário é não é o pior problema
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