Aqui no blog já discutimos casos de violência, tanto do aluno contra o professor como do professor em relação ao aluno. Desta vez, vou contar um caso que deu certo. A história de uma garota que conseguiu se recuperar.
Ela tinha 12 anos e já apresentava problemas em uma escola pública de São Paulo. Além de faltar muito, desrespeitava os professores, tinha um mau comportamento e saía com homens casados.
Para auxiliá-la, os professores da escola em que ela estuda decidiram unir forças. A solução encontrada foi dar mais atenção à garota, fazendo com que ela se sentisse importante.
“Se tinha algum passeio, geralmente iam os melhores alunos, mas a gente a escolhia. Também fazia com que ela passasse lição na lousa, me ajudasse. Ela começou a acreditar nela mesma. Hoje não é mais nem um terço do que ela foi”, contou uma das professoras da menina.
Essa estratégia de tornar o jovem problemático como um “assistente” costuma dar certo. Esse não foi o único caso do tipo que encontramos durante nossas pesquisas.
O que pode se entender a partir disso é que é preciso valorizar a criança. Ela deve se sentir importante, capaz. Só assim ela poderá confiar que pode evoluir e ainda acabará cobrando o mesmo dos colegas de classe.
Claro que essa não é uma fórmula mágica. Talvez não funcione com alguns jovens e muitos outros setores da educação precisam ser aprimorados para garantir que essa melhoria não termine.
O que fica como esperança é a realidade dessa menina. Hoje com 14 anos, ela estuda, trabalha e vai à escola nas horas livres para ajudar a arrumar as salas e a biblioteca. E ainda diz: “Professora, agora eu vejo como perdi tempo na minha vida”.