domingo, 12 de setembro de 2010

Incentivo

Na tarde da última quarta-feira (8), visitamos a E.E Samuel Morse, na Zona Sul de São Paulo. Foi muito interessante e bem diferente de todas as outras que passamos. Fomos até lá conferir como funciona o projeto do Instituto Unibanco naquela escola. Descobrimos que uma boa administração faz toda a diferença. Além disso, comprovamos mais uma vez que ter uma direção atuante é essencial para o bom funcionamento da escola.

O projeto se preocupa em ajudar tanto na parte pedagógica, quanto na financeira. A escola recebe uma verba (cerca de 100 reais por aluno) e deve fazer um plano de ação de como vai aplicar esse dinheiro, tudo devidamente aprovado pelo Instituto. O plano abrange apenas alunos do Ensino Médio, porque é quando os jovens desistem de freqüentar as aulas.

Acho que incentivo é a palavra do programa. Resumindo bem as atividades: o Instituto Unibanco realiza provas diagnósticas no começo do ano para descobrir como os alunos estão em português, matemática, etc. No final do mesmo ano, aplicam outro teste para avaliar se os alunos melhoraram ou continuaram na mesma. Se piorarem, estão fora do projeto. Todos os bons resultados são devidamente premiados – tanto os alunos, quanto os professores.

Os educadores que menos faltam ganham bônus de 150 reais. Além disso, o programa ainda garante ingressos para cinema, cursos e uma mudança geral na sala dos professores. No Samuca eles ganharam sofás, geladeira e até uma máquina de café expresso. Ah, tem também um pacote turístico para os professores das melhores salas.

A efetividade de todas essas ações é visível. Os alunos querem vir para escola, o índice de violência é baixo e a família se aproximou da escola. Cerca de 200 alunos de outras escolas já pediram transferência para a escola que fica próxima ao Hospital de M’Boi Mirim.

O interessante é que de manhã e à tarde, quando estudam os alunos de 1ª a 8ª série, tudo é muito diferente. Os alunos são mais rebeldes - xingam os professores, destroem carteiras e andam pelos telhados da escola.

Como esses alunos não fazem parte do projeto, a diretora da escola resolveu inovar para corrigir essa bagunça. No intervalo, os alunos aprendem xadrez, já que estão sem quadra. Como não tem verba para levar ao cinema, fazem sessão pipoca na escola. E assim, vai adaptando tudo o que pode, deixando os alunos e professores mais satisfeitos.

Depois de visitar escolas com tantos problemas, ir até o Samuel Morse foi incrível. Descobrimos que sempre há um jeito de fazer dar certo.

Até mais!

Nenhum comentário:

Postar um comentário