Em São Paulo, desde 1998, adota-se o sistema de Progressão Continuada. Em uma explicação simplória, ele define que não é possível repetir de ano os alunos que tirarem notas ruins. Só é possível reprovar se a criança chegar ou superar a marca de 25% de faltas.
O objetivo é não desmotivar os alunos que, quando repetiam, acabavam abandonando a escola. O problema é que não há uma estrutura educacional que permita uma recuperação a esses alunos com dificuldade de aprendizado.
Muitos alunos simplesmente passam de uma série a outra e concluem o terceiro ano do Ensino Médio sem ao menos saber interpretar uma frase ou solucionar um problema matemático mais elaborado.
A consequência mais óbvia dessa realidade é o despreparo desses jovens. Eles não se formam em condições de disputar uma vaga em uma universidade. Não têm conhecimento para buscar uma vida melhor.
O segundo efeito disso é a indisciplina. O aluno que passa de ano sem aprender chega à sala de aula desinteressado, pois não consegue assimilar o conteúdo mais avançado da série seguinte. Afinal, se ele não aprendeu um determinado conceito na sexta série, por exemplo, não conseguirá compreender uma matéria mais complicada na sétima.
O que pode se concluir com essa realidade é que esse é um programa ineficiente. Se não é possível aplicar um sistema forte de recuperação a esses alunos, para que eles possam chegar preparados à série seguinte, então não há sentido.
O ideal é fortalecer o ensino da Educação Infantil ao Ensino Médio, remunerando melhor os professores, melhorando a estrutura das escolas e incentivando práticas diferenciadas dentro das instituições.
Acredito que o motivo de tal projeto não seja a falta de interesse que os alunos venham a adquirir. Este projeto junto com outros, tais como vale gas, bolsa auxilio, entre outros, fazem com que o governo amarre está classe social, deixando-a estagnada e sem crescimento intelectual. Dessa maneira o atual governo consegue captar votos, através das esmolas que dá ao invés de dar uma boa base para o crescimento e eles por si só crescerem sem depender de bolsas e auxilio de instituições.
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