quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Dia de pré-conceitos

Olá!

Na semana passada, nós fomos até uma escola pública de São Vicente, litoral de São Paulo, para conversar com alguns alunos, saber como eles vêem a escola e como seria um professor ideal. Cinco jovens do 3º ano do Ensino Médio vieram falar conosco.

Para ser bem sincera, esperávamos ter de forçar aqueles adolescentes a falar. Que as respostas seriam "aham", "uhum", "é isso mesmo", etc. Qual foi a nossa surpresa? Todos falavam bem e desenvolveram boas respostas, o que ajudou muito a montar um panorama do que eles esperam do ensino.

Docentes mal-educados e que não impõe limite para a classe simplesmente não têm vez. "Às vezes nem dá bom dia e já começa a escrever na lousa", reclama uma das meninas, a mais falante. Em geral, todos sentem falta de uma parceria com o professor. "Não precisa ser melhor amigo, mas tem de conhecer o aluno", opina outra.

A reclamação sobra também para a dinâmica de aula. Eles nos contaram que o método "giz-lousa" faz com que eles percam a vontade de frequentar a escola. "As aulas são sempre iguais, muito monótonas. São 100 aulas normais pra uma diferente. Uma vez por semana podia ter dinâmica", comenta um dos meninos.

O que nos espantou foi que nada do que eles falaram é impossível de se ter. Se houvesse um esforço mínimo da direção e dos professores, eles se interessariam mais pelas aulas. Esperávamos também que eles vissem os docentes como "bobos", o que se provou uma inverdade. Os alunos admitiram que é uma profissão desgastante psicologicamente. "Ser professor não é fácil. Tem de ter paciência", comentaram.

Fomos até a escola com muitos pré-conceitos, esperando muita coisa.Quando voltamos de lá, tudo tinha caído por terra. Acho que seria interessante se as escolas ouvissem seus alunos também. Uma reunião rápida (como foi a nossa) tiraria muitas dúvidas e resolveria muitos problemas de diálogo.

Até a próxima!

Nenhum comentário:

Postar um comentário